Assim como a tempestade, o Sol vem para todos. Renasça!

Um olhar triste, um coração amargurado e a perda da vontade de viver. Essa é a amarga realidade de muitos no mundo. A tempestade cai para todos, mas igualmente o sol volta a brilhar para todos, basta que nos permitamos ser banhados pelos raios de luz. Se nos mantivermos a sombra, não há como sermos contemplados.

Não é fácil mergulharmos nas profundezas do nosso ser para descobrirmos a nossa versão mais sombria, mas é necessário.  O psiquiatra Carl Jung já disse, em imensa sabedoria, que até que tornemos o inconsciente consciente, este irá direcionar nossa vida e chamaremos isso de destino.

É comum nas aulas de psicologia a analogia da psique humana com um iceberg: a ponta visível é nosso consciente e a invisível, submersa nas águas, nosso inconsciente, ou seja muito mais grandioso do que podemos ver. E por que ele tem tanto poder? Resumidamente, porque lá estão guardados os efeitos ocultos dos traumas vividos e aquilo que o nosso ego considera inaceitável e reprime, mas não por isso a questão deixa de ter influência na nossa vida, entre outras coisas. Aqui me refiro especificamente ao que forma nossas sombras e complexos.

A questão é que podemos viver sob a dinâmica das nossas sombras, infelizes, ou mergulhar profundamente na nossa alma para enfrentá-las, superá-las e, enfim, entender que o sofrimento faz parte da vida – nos ajuda a evoluir – mas, assim como uma tempestade, é preciso deixá-lo ir para absorver os raios da alegria.

Também muito sabiamente o analista junguiano James Hollis (notaram que eu sou fã de Jung?!) diz que no “vagalhão da alma, precisamos nadar com nossas próprias forças”, não há mais preservadores para nossas vidas.

Diz, lindamente, que “a verdade é simplesmente que aquilo que devemos saber virá de dentro de nós. Se pudermos alinhar a nossa vida com essa verdade, não importa quão difíceis os desgastes do mundo, sentiremos um efeito benéfico, esperança e vida nova”. (Do livro: A passagem do meio).

Ele reforça que só podemos retomar o curso da nossa vida restabelecendo a ligação com nossa verdade interior. Por isso, não negue suas dores, suas sombras, seus complexos. Conheça-os e faça deles o aliado para a libertação do seu sofrimento. Clarissa Pinkola, também terapeuta junguiana, avisa: “O amor (próprio; acrescento eu) será o remédio mais vital. Você será seu milagre”.

 

 

 

 

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