A consciência em um pequeno mapa

 

A diversidade humana é tão bela em sua amplitude, cheia de cores, jeitos, gostos, conhecimentos… tradições. Felizmente, ela existe e é a principal responsável pela unicidade de cada um de nós.

Entretanto, infelizmente há quem não pense assim, e isso ainda é o motivo de muito sofrimento. Basta lembrar o que ocorreu na Europa, há não muito tempo, quando o nazista Adolf Hitler acreditou ser a raça ariana a única digna de sobrevivência.

Muitos poderiam acreditar que a crueldade de Hitler teria chegado ao fim, se ela de certa forma ainda não perpetuasse na violência revelada por diferentes credos religiosos, pela morte de tantos refugiados sírios, pela falta de compaixão com os negros, se não houvessem tantas agressões contra homossexuais, se crianças não fossem dilaceradas pela violência sexual …. É! Difícil pensar que a crueldade pode ter fim contudo isso.

Porém, seria interessante se as pessoas parassem para pensar nas razões pelas quais nosso mundo vive nessa constante guerra: poder, ganância, doença, preconceito?

Cada um tem seus próprios motivos, mas será que seria pedir muito que cada ser humano investisse um pouco mais na compreensão do outro, ou que se vestisse de um pouco de amor e, assim, pudéssemos viver em um mundo um pouco melhor?

Uma das premissas fundamentais da Programação Neurolinguística (PNL) é saber que temos apenas uma percepção da realidade e não conhecemos a realidade em si. O conceito de mapa não é território, que embasa essa nova “ciência” da modernidade, nos diz que cada um de nós, ao longo da nossa história, construiu um mapa com base nas referências sociais, familiares e culturais, e que o território universal é muito, muito mais amplo que esse mapa particular.

Por que, então, é tão difícil para o ser humano reconhecer que cada um pode ter uma “verdade absoluta” que não corresponde absolutamente a verdade de um todo; e que entender isso é essencial para vivermos bem?

Antes de tomarmos conhecimento da PNL, o sábio Leonardo Boff já disse, no livro “A águia e a galinha”, “ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo. Isso faz da leitura uma releitura”.  Entender isso é também respeitar.

É verdade que ao nascermos somos praticamente uma “mente em branco”, como aponta algumas teorias da Psicologia, e como uma esponja, absorvendo quase tudo que nos é apresentado, construindo, assim, nossas opiniões sobre as diversas coisas no mundo, a partir do que nos disseram sobre o certo e o errado.

Porém, vale lembrar que no decorrer da vida ganhamos a tão sonhada “liberdade” e, a partir disso, a todo ponto de vista cabe sempre uma releitura, uma nova interpretação, para que a partir do respeito à diversidade possamos construir um mundo melhor, certos de que todo mapa revela apenas parte de um imenso território.

 

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